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Ampliação do PIB chinês pode favorecer balança brasileira

Veículo: DCI
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Da Redação

O vigor da economia da China, cuja expansão do Produto Interno Bruto (PIB) está ao redor de 10% ao ano, tem elevado os preços das commodities e possibilitado o pequeno avanço das cotações mundiais de produtos intermediários e de bens de capital. Desta maneira, há uma colaboração, para melhor, nos termos de troca do Brasil.

O nível de atividade da China gera um incremento dos preços de bens básicos, como minerais e alimentos, que subiram 32% em maio deste ano ante o mesmo mês de 2009, apontou o economista da consultoria MCM, Marcos Fantinatti.

Os preços dos bens de capital importados baixaram 3% na mesma base de comparação, aponta Júlio Callegari, economista sênior do JPMorgan.

A melhora dos produtos básicos e a queda dos preços de importados, causada pela situação dos países centrais, são os fatores essenciais que vão gerar um resultado pouco maior da balança comercial neste ano, comentou o economista do Itaú Unibanco, Darwin Dib.

Em função desta realidade, as projeções para o saldo comercial apuradas pela Pesquisa Focus subiram no último mês de US$ 15 bilhões para US$ 15,72 bilhões para 2010.

O banco Itaú Unibanco alterou sua previsão daquele superávit de US$ 9 bilhões para US$ 13 bilhões. O vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto Castro, destaca que a projeção da entidade está em US$ 12 bilhões, mas acredita que subirá para US$ 16 bilhões até o fim deste mês.

A MB Associados estima que as exportações vão superar as importações em US$ 17,2 bilhões neste ano.

Na avaliação do economista sênior do BES Investimento, Flávio Serrano, o saldo comercial neste ano deve atingir US$ 13,5 bilhões.

É mais provável que vamos manter esta projeção, pois o robusto crescimento do PIB em 2010 pode até superar os 7% que prevemos, disse. O Banco Central estima que o País crescerá 7,3% em 2010 e o especialista pondera que é factível que tal expansão possa chegar a 7,5%.

Para Castro, a baixa expansão das economias desenvolvidas, que evita a alta dos produtos importados pelo Brasil, gera um fato negativo: diminui a alta das commodities, o que poderia ajudar ainda mais as exportações do País.

O risco de ocorrer uma nova onda de recessão mundial, o que vem sendo chamado de duplo mergulho, pode ainda deprimir os termos de troca nacionais, o que poderia afetar de forma expressiva o saldo comercial, comentou.


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