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Crise limita crescimento de reciclagem de PET

Veículo: Valor Econômico
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    Bettina Barros, de São Paulo
    17/11/2009
 
 

O volume de embalagens PET recicladas em 2008 registrou um aumento de 9,8% em comparação com o período anterior, segundo o 5º Censo da Reciclagem do PET no Brasil, que será divulgado hoje. Em números absolutos, 253 mil toneladas do produto receberam destinação ambientalmente correta, acima das 231 mil toneladas de 2007. O volume corresponde a 54,8% das novas embalagens produzidas no período.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet), a alta deveu-se à diversidade de aplicações do material na indústria. O setor têxtil continuou sendo o que mais absorve o poliéster reciclado, com 38% de participação no mercado total. Mas, segundo Auri Marçon, presidente da Abipet, o destaque foi o aumento de participação, para 18%, do segmento de resinas insaturadas - fibras de vidro utilizadas em piscinas, banheiras e bancos de metrô, por exemplo.

O PET reciclado também é usado na fabricação de uma grande lista de produtos, como cordas, vassouras, tubos e até novas embalagens, entre vários outros.

Assim como em outros setores, a reciclagem também foi afetada pela crise econômica mundial, que reduziu o valor pago pelo material entregue à indústria.

Como nas edições anteriores, a coleta ineficiente continuou limitando o trabalho da indústria, que opera com capacidade ociosa de 25%. "Ficamos represados de novo pela coleta", diz Marçon. Ele lembra a necessidade de políticas públicas para alavancagem da coleta e reciclagem no país.

Para 2009, a Abipet espera que o setor repita, no máximo, o desempenho de 2008. A crise econômica mundial, que perdurou nos primeiros meses do ano, não permitirá ganhos. "Não haverá crescimento. Não houve criação de investimentos", diz Marçon.

Em 2008, cerca de 500 empresas em todo o Brasil participaram da atividade, gerando um faturamento de R$ 1,09 bilhão.



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