Redes varejistas reivindicam queda de tarifa de importação

Veículo: Folha de S. Paulo
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Maria Cristina Frias

Grandes redes de varejo têxtil querem redução da tarifa de importação de roupas de 35% para 20%, alíquota que vigorava até 2007.
Representantes da Abeim (Associação Brasileira do Varejo Têxtil) e do Ministério do Desenvolvimento se reuniram no último mês para discutir a diminuição da TEC (Tarifa Externa Comum), entre outras questões relacionadas à importação. Outro encontro no ministério, desta vez juntamente com o IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo), já foi agendado para novembro.
O argumento da associação é que a indústria têxtil nacional não consegue atender sozinha à demanda das redes varejistas, o que aumenta a necessidade de importação.
O varejo de vestuário cresceu 22% nos últimos dois anos, enquanto a indústria têxtil se expandiu 4% neste período, diz Sylvio Mandel, presidente da Abeim.
Cerca de 10% da coleção das grandes redes varejistas vêm do exterior, segundo Mandel.
A associação reúne dez empresas -como Lojas Renner, Marisa e C&A- que respondem por 13% das vendas de roupas no país.
Até agora, não há uma sinalização por parte do governo de que o pedido dos varejistas será atendido. O Ministério do Desenvolvimento informou que o tema não está em pauta porque as importações de produtos têxteis aumentaram em 2008 ante 2007, mesmo após a incidência de uma taxa maior.
Entre janeiro e setembro de 2009, o volume desses itens importados somou US$ 2,48 bilhões, uma queda de 15% em relação ao mesmo período de 2008. O recuo médio do total das importações foi de 30%.

Hoje o varejo vai importar de qualquer jeito, por não encontrar todos os produtos no mercado nacional. Queríamos uma atualização da indústria nacional em termos de maquinário e matérias-primas
SYLVIO MANDEL
presidente da Abeim