Venda industrial no semestre cai 6%

Veículo: Folha de Blumenau
Seção: Economia
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Levantamento da Fiesc aponta queda de 5,5% nas vendas da indústria de 13 dos 16 setores pesquisados

As indústrias de Blumenau registraram queda de em torno de 6% nas vendas no primeiro semestre, comparado a igual período do ano passado. De acordo com a Associação Empresarial de Blumenau (Acib), o maior impacto foi sofrido pelas indústrias de transformação e metalurgia. O resultado segue o levantamento divulgado nesta quinta-feira (6) pela Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), apontando queda de 5,5% nas vendas de 13 dos 16 setores pesquisados.

Na comparação junho com maio deste ano, a retração foi de 7,2%, puxada principalmente pelos setores de alimentos, máquinas e equipamentos. Ainda assim, o presidente da Acib, Ronaldo Baumgarten, analisa os números com confiança. “O primeiro semestre apontava uma queda ainda maior. Mas, a partir de abril, a economia blumenauense se recuperou. A expectativa é manter o ritmo e registrar crescimento de 5% a 6% no segundo semestre para, pelo menos, recuperar o que foi perdido”, projeta.

O levantamento da Fiesc, realizado com 200 médias e grandes empresas, aponta que no primeiro semestre deste ano sobre o mesmo período de 2008 também houve queda nas horas trabalhadas (-7,1%), na massa salarial (-3,4%) e na utilização da capacidade instalada, que passou de 84 pontos em junho de 2008 para 81 pontos no sexto mês de 2009.

No País, o nível de emprego na indústria caiu 0,1% em junho, na comparação com maio deste ano. Foi a nona queda consecutiva em relação ao mês imediatamente anterior, mas a menos intensa na passagem de um mês para o outro em oito meses. Em relação a junho de 2008, a queda é de 6,6%.

Pouco diferente, de maio a junho, Blumenau perdeu 171 postos de trabalho na indústria da transformação. Porém, a perda de empregos foi menor que no mesmo período de 2008, quando houve 211 demissões no setor.


Sem comparação


Para o presidente do Sindicato da Indústria Têxtil de Blumenau (Sintex), Ulrich Kuhn, as vendas não servem como parâmetro para analisar o crescimento da economia. “As vendas não são capazes de refletir o movimento e a demanda econômica. É na produção que vemos a necessidade de consumo”, analisa.

Segundo ele, no primeiro semestre, a produção da indústria têxtil nacional caiu 10,98%, enquanto o setor de vestuário registrou baixa de 12,27% e a indústria nacional de transformação contabilizou queda de 13,37%.

Kuhn acredita que os piores resultados ficaram para trás e projeta para os próximos seis meses a retomada na produção local. “Daqui para frente, a produção tende a melhorar. O gráfico de curvas que só registrou baixas nos últimos meses está começando a subir”, garante, sem precisar a velocidade e o tamanho do crescimento industrial do País.

(Matéria publicada na edição 298, no dia 07-08-2009)