Indústria têxtil apresenta um cenário estável

Veículo: Diário Catarinense
Seção: Economia
Página: www.diario.com.br

O setor têxtil do Vale do Itajaí acendeu a luz amarela da preocupação, mas ainda não embarcou na onda das demissões, garante o presidente do Sindicato das Indústrias de Têxteis de Blumenau e Região (Sintex), Ulrich Kuhn.

Apesar dos números negativos do setor no Brasil, que registrou fechamento de 30 mil postos de trabalho, e no Estado, responsável por 4,9 mil desses cortes, Kuhn afirma que, no Vale do Itajaí, a situação é estável no momento.

- É preciso cautela para avaliar como a situação vai caminhar. Mas não há perspectiva de demissões em massa na indústria têxtil da região no curto prazo, nem discussão sobre redução de jornada de trabalho e redução de salários no setor - diz.

Ele admite, contudo, que há um enxugamento lento nos quadros, com demissões isoladas, como reflexo de uma cautela para reduzir custos. E explica que, em dezembro, sempre há demissões porque a indústria já fez as entregas para o comércio.

Já o setor de madeira, concentrado na Serra Catarinense, deve resistir até junho, porque produtos como compensados e aplainados têm mercado nos EUA em função da safra. A partir daí será uma incógnita, afirma o presidente do Sindicato das Madeireiras de Lages e Região, Israel Marcon.

De setembro até dezembro, a indústria madeireira já demitiu 500 pessoas.

- Este número pode se repetir este ano se a crise permanecer - avalia.

Raio X dos setores

Têxtil
7.266 indústrias (2006)
139,7 mil trabalhadores (2006)
15,2% do Valor da Transformação Industrial de SC (2006)
4,2% das exportações de SC - US$ 314 milhões (2007)
5,7% do ICMS estadual (2007)

Madeira
2,9 mil indústrias (2006)
44,7 mil trabalhadores (2006)
4,7% do Valor da Transformação Industrial de SC (2006)
8,7% das exportações de SC - US$ 620 milhões (2007)
0,5% do ICMS estadual (2007)
Fonte: Santa Catarina em Dados 2008, da Fiesc