Argentina impõe barreiras comerciais

Veículo: Blog da Estela Benetti
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Página: www.clicrbs.com.br

Com o avanço da crise, era esperado um maior protecionismo comercial por parte dos países, mas as barreiras que começaram a ser impostas pela Argentina, mais uma vez, preocupam muito a indústria catarinense, especialmente os setores têxtil, de confecções e de eletrodomésticos.

O setor de moda, por exemplo, conta apenas com licenças não-automáticas desde outubro, e como elas demoram até 180 dias para serem concedidas, quando chegam os produtos já podem estar fora da estação para o qual foram lançados. O presidente-conselheiro da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit) e do Sintex, Ulrich Kuhn, vai representar a associação em reunião neste domingo e segunda, entre os governos brasileiro e argentino, para tentar resolver o impasse. O prazo da OMC para essas licenças é de até 90 dias e não 180 dias.

A presidente da Câmara de Comércio Exterior da Fiesc, Maria Teresa Bustamante, diz que os argentinos estão escancarando todos os controles e medidas protecionistas contra importações do Brasil e os jornais do país falam, todos os dias, que há necessidade de mais restrições. Maria Teresa acredita que deverão ser retomadas as negociações de cotas e acordos restritivos. A Argentina já entrou com processo de dumping contra a importação de multiprocessadores do Brasil e daChina.

No caso dos têxteis, Kuhn está preocupado porque SC exporta principalmente moda para a Argentina. As vendas de confecções e tecidos do Brasil ao país vizinho atingiram US$ 136 milhões no ano passado.