"Levaremos mais de 100 pessoas para ver oportunidades na China"

Veículo: Jornal de Santa Catarina
Seção: Economia
Página: www.clicrbs.com.br/jornais/jsc

Entrevista com Alcantaro Corrêa, presidente reeleito da Fiesc

 
 

Na véspera da posse da diretoria reeleita da Federação das Indústrias de SC (Fiesc), o presidente da entidade, Alcantaro Corrêa, falou que nos planos para os próximos três anos de mandato está a manutenção de um trabalho que considera vitorioso e a preparação da indústria catarinense para vender ao gigantesco mercado chinês.

Jornal de Santa Catarina - O que irá fundamentar o trabalho da Fiesc nos próximos três anos?

Alcantaro Corrêa
- Em primeiro lugar, dar continuidade ao que vínhamos fazendo. Principalmente dando importância às nossas 14 regionais do Estado e os respectivos sindicatos. O segundo ponto é seguir o trabalho de conseguirmos infra-estrutura para nosso Estado, principalmente rodovias, portos e aeroportos. O processo de obras do PAC, em que SC hoje é beneficiada com os investimentos como na BR-101, precisa continuar e ser ampliado em outras ações, como acessos aos portos. Outro ponto que nós batalhamos é essa convivência na área ambiental.

Santa - Quais segmentos da indústria mais avançaram desde o início do seu mandato?

Corrêa
- Alimentos. O setor disparou porque a proteína é uma necessidade humana e nossas empresas cresceram porque estão bem aparelhadas, bem instaladas, modernas, atendendo a todos os critérios de segurança e saúde. Outros são o elétrico e o siderúrgico.

Santa - Como SC deve se preparar para transformar a China em um mercado consumidor?

Corrêa -
Há cerca de cinco anos temos feito anualmente missões para diversas partes do mundo. E naquela região da Ásia, principalmente, a China, nós temos no mínimo uma missão por ano. Está prevista para outubro uma nova missão nacional, coordenada por SC, porque nós temos know-how nessa área. Levaremos mais de 100 pessoas para ver oportunidades de compras de material, de produtos, mas também ver oportunidades de negócios, de mercado para seus produtos.

Santa - O que o senhor enxerga como vocação para a economia catarinense para o futuro?

Corrêa -
No primeiro semestre, a produção da indústria catarinense subiu 2%, as vendas subiram 10%, o emprego industrial 4%, as exportações 21% e as importações deram salto de 72%. Tudo isso mostra que estamos sempre crescendo, nós não temos uma estatística que esteja mostrando tendência de queda. Esses quase 6 milhões de habitantes daqui são pessoas com boa formação superior ou técnica e o conjunto dessa inteligência faz com que as coisas sejam conduzidas com uma gestão correta. Não tem como errar.