Segundo mandato

Veículo: Jornal de Santa Catarina
Seção: Economia
Página: www.clicrbs.com.br/jornais/jsc

Com prestígio de José Alencar, blumenauense é reempossado na federação industrial

 
 

Florianópolis - Em visita à Capital, para a posse da diretoria reeleita da Federação das Indústrias de SC (Fiesc), o vice-presidente José Alencar fez coro aos críticos do Banco Central e disse que a única alternativa para manter o crescimento é adotar uma política de juros baixos que deixe o câmbio num patamar menor, que ele considera o mais adequado à indústria e garanta sua competitividade. De acordo com Alencar, o governo tenta de várias formas dar às indústrias nacionais as mesmas condições de competitividade que os concorrentes encontram em seus países.

No entanto, medidas como desonerações pontuais não seriam suficientes para sustentar o crescimento do setor industrial. Para o vice-presidente, somente uma política monetária de juros baixos deixaria o real menos valorizado, favorecendo os produtos brasileiros para exportação e na competição interna com importados.

O vice-presidente também destacou o desempenho da indústria catarinense, referindo-se ao setor como "pujante". Contou que o seu filho administra uma empresa em Blumenau (a Coteminas), e que faz comentários positivos sobre a economia catarinense. Alencar também elogiou o presidente reeleito da Fiesc, Alcantaro Corrêa, seu anfitrião para a cerimônia de posse da diretoria reeleita da entidade.

Alcantaro assume um novo mandato de três anos da Fiesc. No discurso de posse, o presidente indicou como alguns de seus compromissos para o próximo mandato o crescimento sustentável, o estímulo ao associativismo empresarial e a melhoria da infra-estrutura. Como preocupação, ressaltou a necessidade de reformas estruturais para o país, principalmente a tributária.

Juntamente com Alcantaro, tomaram posse os demais integrantes da diretoria reeleita da federação, composta pelo primeiro vice-presidente, Glauco José Côrte, o diretor primeiro-secretário, Vicente Donini, e o diretor primeiro-tesoureiro, César Murilo Barbi. Sob o comando deles estão cerca de 30 mil indústrias e 600 mil empregos, correspondentes a um terço do Produto Interno Bruto (PIB) catarinense.