Setor têxtil estuda padronizar medidas

Veículo: Diário do Grande ABC
Seção: Economia
Página:

Setor têxtil estuda padronizar medidas

Verônica Lima
Do Diário do Grande ABC

A ausência de padronização das medidas no Brasil deverá ser resolvida. O Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) juntamente com o ABNT (Comitê Brasileiro de Têxteis e Vestuário da Associação Brasileira de Normas Técnicas) está revendo a norma NBR 13377, que prevê atualização das medidas do corpo humano.

Ainda não há prazo para conclusão e implantação das novas medidas. Mas a cadeia do setor propôs a alteração em razão da mudança do biótipo dos brasileiros ao longo dessa última década.

Segundo o gerente de Infra-estrutura e Capacitação Tecnológica da ABIT (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), Sylvio Nápoli, a adesão à padronização será voluntária e não haverá punição para as indústrias de vestuário que eventualmente não aderirem aos padrões estabelecidos.

Adelgício Leite, engenheiro técnico do Inmetro, explica que estudo chamado de antropométrica está ‘engatinhando', e que vai demandar muito tempo para que tudo seja concluído.

"Não sabemos quando este trabalho será concluído, mas já é certo que a adoção das novas medidas será voluntária", ressalta o engenheiro.

O Inmetro, órgão responsável pela fiscalização, afirma que a vistoria restringe-se à indicação do tamanho na peça de vestuário e que não vai autuar as empresas.

"No momento averiguamos apenas se na etiqueta do produto há a indicação do tamanho", afirma Leite.

Em razão da complexidade do assunto, a revisão da portaria NBR 13377está sendo analisada por diversas entidades que compõem o Comitê Brasileiro de Normalização Têxtil e Vestuário, do qual fazem parte ABINT (Associação Brasileira das Indústrias de Nãotecidos e Tecidos Técnicos), o Sinditêxtil, Sindiroupas, Sindivest, Sintex e Abravest, além da ABIT.

As entidades estão realizando diversas reuniões com o objetivo de discutir os projetos de desempenho de roupas masculinas e femininas, além do desempenho de roupas infantis.

De acordo com Adelgício Leite, engenheiro técnico do Inmetro, depois o assunto será analisado com os países integrantes do Mercosul.

Etiqueta - Desde o ano passado, o Inmetro junto com a cadeia têxtil realizou a normalização das etiquetas de roupas, para faciliar a vida do consumidor.

Uma nova portaria autoriza e recomenda que as indústrias e as lojas coloquem nas etiquetas as instruções por escrito e não apenas o símbolos. Segundo Leite, assim, de maneira mais clara e simplificada, qualquer pessoa poderá entender as informações colocadas.