Faturamento da indústria têxtil cresce 5% no ano

Veículo: Cruzeiro do Sul Online
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A indústria têxtil paulista, que figura como um dos setores mais prejudicados pela valorização do câmbio, deve encerrar o ano com um crescimento de 5% no faturamento, em US$ 13,1 bilhões, segundo estimativa do Sindicato da Indústria de Fiação e Tecelagem do Estado de São Paulo (Sinditextil-SP). Mesmo com o real acumulando uma valorização de 17% em 12 meses, as exportações do setor aumentaram 5% entre janeiro e outubro, para US$ 466 milhões.

      Segundo o presidente do Sinditextil-SP, Rafael Cervone, os resultados se devem à pauta de produtos, que cada vez mais inclui itens de alto valor agregado, com novas tecnologias - tecidos com filtro solar, fungicidas e bactericidas e auto-limpantes, por exemplo -, praticamente sem repasses ao consumidor.

      Apesar disso, no mesmo período, as importações cresceram 27%, para US$ 656 milhões, e o setor deve encerrar o ano com déficit de US$ 232 milhões na balança comercial, ante US$ 88 milhões em 2006. Cerca de 10 mil postos de trabalho foram fechados neste ano, e embora o consumo do varejo tenha crescido 11,49% entre janeiro e setembro em todo o País, no mesmo período, a produção nacional de tecidos aumentou 7,09%, e a de vestuário, 0,65%.

      A redução da carga tributária é uma das principais bandeiras do setor têxtil paulista. Embora represente 38% da indústria têxtil nacional, São Paulo cobra uma das maiores alíquotas de ICMS, atualmente em 12%. Segundo estudo do Sinditextil-SP, se a alíquota caísse para 7%, o setor faturaria 7,9% em 2008, a arrecadação da receita estadual cresceria 11,9% e o emprego teria elevação de 4,9%.