Aumento da TEC já surte efeito no faturamento do setor

Veículo: JB Online
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O maior controle das importações dos produtos têxteis, o aumento da Tarifa Externa para Importados (TEC), e a inclusão das pequenas e microempresas no diferimento de ICMS, reduzido de 18% para 12% a alíquota para essas empresas, garantiram um pequeno aumento no faturamento do setor têxtil paulista e a redução da projeção negativa da balança comercial.

Na pauta de importações chinesas de São Paulo, a participação do vestuário caiu de 52% para 44% de janeiro a outubro, evidenciando maior compra de insumos por parte dos fabricantes.

O Estado também reduziu sua participação na importação brasileira total de vestuário. São Paulo, apesar de ainda representar o primeiro no ranking nacional de importadores, diminuiu de 30% para 26,6% em volume e de 34% para 30% em valor.

O preço médio das importações de vestuário subiu 70% em São Paulo, como resultado do convênio estabelecido entre o setor e a Receita Federal desde maio deste ano. Nas estatísticas de laudos técnicos que foram emitidos para a Receita, 35% do total são referentes ao estado paulista. Isso mostra o quanto os produtos estavam subfaturados. Essa adequação de valor iguala-se, agora, aos mesmos preços praticados na Argentina e Estados Unidos, por exemplo.

Para o próximo ano, os empresários paulistas têm boas expectativas em relação o Plano Estratégico Paulista anunciado pelo governo do Estado. O plano trará além de benefícios fiscais, crédito para incentivar a inovação tecnológica.

O setor têxtil brasileiro tem feito estudos e proposições ao governo federal em relação à redução da carga tributária.

O presidente do Sinditêxtil-SP, Rafael Cervone Netto, entregou ao governador de São Paulo um pedido para redução da alíquota do ICMS paulista às indústrias têxteis e confecções de 12% para 7% e, de 18% para 12% para o varejo do setor. 'Sabemos que redução de alíquota é um paliativo, mas não podemos ficar esperando pelas reformas tributárias do governo federal. Competimos com pelo menos vinte Estados com vocação têxtil que estão atraindo empresas e conseguindo vender de forma mais competitiva em função dos incentivos fiscais' , afirma.