APEX-Brasil define em dezembro 15 países-alvo para promoção comercial

Veículo: Assintecal by brasil
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A Agência de Promoção e Exportações e Investimentos (APEX-Brasil) espera definir ainda este ano 15 mercados-alvo para as ações da instituição na promoção de produtos e empresas brasileiras. De acordo com o presidente da agência, Alessandro Teixeira, a APEX definirá até o fim do ano cerca de 15 mercados-alvo. Entre eles, segundo Teixeira, estarão Alemanha, Estados Unidos, Rússia, Argentina, Egito, China e Dubai (um dos emirados que compõem os Emirados Árabes). Atualmente, a APEX trabalha com 33 mercados-alvo, o que na visão de Teixeira significa "não ter alvo algum".

Na América Latina, frisou Teixeira, estão em estudo, além da Argentina, países como Colômbia, Peru e Venezuela. "É claro que em todos os lugares em que houver alguém querendo comprar um produto, nós vamos tentar vender a mercadoria brasileira, mas temos que apostar as nossas fichas porque o custo da promoção é altamente elevado", afirmou Teixeira, ao participar na quinta-feira (22/11) da 27ª edição do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), no Rio de Janeiro/RJ. O presidente da APEX explicou que a agência dividiu o globo em cinco regiões para ações promocionais específicas: Ásia e Oceania, América Latina e Caribe, África e Oriente Médio, América do Norte e Europa. Depois da separação geográfica, a agência procurou especificidades de cada país, como crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e da renda. Desta forma, diz Teixeira, pode-se definir exatamente que tipo de produto pode se vender para cada país e em que quantidades. "Precisamos entender isso para saber que tipo de evento fazer. No Egito e no Irã, por exemplo, há grandes mercados consumidores e a venda é 'business to consumer' (para o consumidor), enquanto em países 'traders', como Dubai, as vendas são 'business to business' (para revendedores)", exemplificou o executivo. Após a análise de cada mercado, a APEX espera poder definir que complexo brasileiro de produção se encaixa nas vendas para determinado mercado. Para isso, utiliza método que divide o país em cinco complexos: alimentos, casa e construção, moda, tecnologia e entretenimento. No caso da promoção da APEX, as commodities e combustíveis estão descartados, embora Teixeira admita interesse em promover o etanol. "Não temos como promover o minério brasileiro ou o petróleo, mas temos como mostrar que o etanol brasileiro é melhor, mais rentável, mais barato, que não destrói o meio ambiente", afirmou. Para o ano que vem, a APEX conta com orçamento de R$ 400 milhões, contra R$ 320 milhões deste ano. Apesar das restrições de recursos, Teixeira aposta na proximidade com outras agências de promoção para fomentar as exportações brasileiras. "Temos apenas 1% das exportações mundiais, o que é muito pouco e por isso não preciso me preocupar com poucos recursos ou poucos funcionários, porque temos fatia tão pequena que as chances de crescimento são boas", frisou. Teixeira revelou que a APEX realizará, nos dias 14 e 15 de dezembro, encontro entre representantes de agências de promoção de exportações de diversos países.