Greve segue e p?e empresas em alerta

Veículo: Jornal de Santa Catarina
Seção: Economia
Página: 11


Setores agropecuário e têxtil revelam apreensão com falta de fiscalização no Porto de Itajaí

Os fiscais federais agropecuários de Itajaí receberam ontem o Comando Estadual de Greve de Florianópolis, composto por 20 fiscais. Eles fizeram duas assembléias, uma pela manhã e outra à tarde, com o intuíto de motivar os fiscais a manter a greve até que o governo federal apresente uma proposta que esteja de acordo com as reivindicações feitas pela categoria. Os setores agropecuário e industrial do Estado já sentem o prejuízo com as dificuldades de embarcar e desembarcar cargas.

No início da tarde, os 44 fiscais agropecuários lotados no Porto de Itajaí e os 20 integrantes do Comando Estadual de Greve de Florianópolis fizeram uma manifestação em frente ao porto. Eles estavam uniformizados e com faixas pedindo a reestruturação do plano de carreira. A manifestação durou 40 minutos. A greve dos fiscais federais agropecuários chega ao décimo dia e segue por tempo indeterminado. Em Itajaí, os fiscais seguem operando 30% da demanda diária.

Preocupado com os reflexos da greve dos fiscais agropecuários do Porto de Itajaí, o presidente do Sintex, Ulrich Kuhn, teme que possam ocorrer problemas de abastecimento em Blumenau. Ele acentua que, num primeiro momento, tende-se a pensar que a paralisação só afeta produtos agrícolas:

- Quem pensa assim está errado. Ela afeta todo e qualquer produto. Todos passam pela fiscalização. Nós estamos começando a sentir estes reflexos - disse.

Kuhn lembrou que já há contêineres parados no porto com materiais que viriam para Blumenau.

- Estes primeiros sinais podem ser uma prévia de um futuro caos - avaliou.