Setor têxtil expõe crise

Veículo: Diário Catarinense
Seção: Estela Benetti
Página: 21

Lideranças da indústria têxtil e de confecção do país, tendo à frente o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Josué Gomes da Silva, encerraram maratona de visitas a cinco ministros, anteontem, em Brasília, convencidas de que conseguiram sensibilizar boa parte do governo sobre a crise enfrentada pelo setor. O empresário Ulrich Kuhn, presidente do Sintex, Sindicato das Indústrias Têxteis de Blumenau (Sintex) e diretor da Abit, que participou do grupo, alerta que um dos dados mais preocupantes é que este ano a balança comercial do setor deve fechar com déficit de US$ 1 bilhão, enquanto apenas dois anos antes, em 2005, teve superávit de US$ 700 milhões. As causas principais são o dólar baixo, entrada ilegal de confecções no país e alta carga tributária. O grupo falou com os ministros Miguel Jorge (Desenvolvimento), Dilma Rousseff (Casa Civil), Celso Amorim (Relações Exteriores), Walfrido Mares Guia (Relações Institucionais) e Luiz Marinho (Previdência). Protesto Além de reuniões com ministros, o evento da Abit contou com um desfile-protesto do estilista Ronaldo Fraga, na rampa do Congresso. A intenção foi chamar a atenção para o fato de os problemas atuais estarem fechando cerca de 200 mil empregos, este ano, no setor. A Abit informou que se tivesse condições e acordos bilaterais com grandes mercados a indústria têxtil e de confecções, que gera cerca de 1,550 milhão de empregos no Brasil, abriria mais 1 milhão de vagas.