Fenin mostra idéias para o inverno

Veículo: Diário do Comércio
Seção: Nacional
Página: 03

Ainda faltam dois meses para o verão terminar, mas a temporada outono-inverno 2007 já está a todo vapor. Começou ontem em Gramado, no Rio Grande do Sul, a 11ª edição da Feira Nacional da Moda Inverno (Fenin), com 1,7 mil marcas de roupas e acessórios. O evento termina na sexta-feira. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), o setor gera 1,5 milhão de empregos, o que representa 17,2% de todas as vagas oferecidas pela indústria de transformação brasileira. Em 2005, o segmento teve faturamento de US$ 32,9 bilhões, o equivalente a 4,1% do Produto Interno Bruto (PIB). "Infelizmente o setor não cresceu em 2006", disse Júlio Viana, diretor da Expovest, empresa que promove a Fenin. Segundo ele, a redução da carga tributária sobre produção e investimento pode fazer com que a cadeia têxtil brasileira acompanhe o crescimento mundial. "É um absurdo que uma calça jeans que custa R$ 100 gere R$ 40 de imposto para o governo", afirmou. Apesar das dificuldades enfrentadas com os impostos e a concorrência de produtos chineses, a expectativa para 2007 é de expansão. Segundo ele, o número de expositores na Fenin aumentou 25%. Diversidade - A edição deste ano da feira traz várias novidades. Pela primeira vez, por exemplo, o evento terá uma área exclusiva para a moda infantil. Dados da Abit mostram que a fabricação de roupas para crianças representa 15% da produção de vestuário no Brasil e que o crescimento chega a 6% ao ano. Marcas tradicionais, como a Hering, também prometem inovar na Fenin 2007. A coleção masculina é inspirada no velho oeste e nas formas militares. Já as peças para as mulheres têm como atrativo babados e rendas que lembram histórias de reinos encantados. Na Hering, as cores mais fortes da estação serão o vermelho e as variações de cinza. A marca Riffel Motorwear é um dos destaques da feira, com suas peças especialmente desenhadas para os apaixonados por motociclismo. No primeiro dia do evento, o diretor de moda da marca, Celso Lottelli, demonstrava otimismo. "Em dois anos de existência, dobramos de tamanho. Esperamos manter esse desempenho positivo", disse. Moda masculina é destaque Uma das principais apostas da XI Feira Nacional de Inverno (Fenin), que começou ontem, em Gramado, no Rio Grande do Sul, é o Salão da Moda Masculina. Nesta edição, 26 dos maiores fabricantes de moda e acessórios para homens do País apresentam as tendências da estação mais fria do ano. Cerca de R$ 700 mil foram investidos para a criação da ala masculina na Fenin, valor 20% superior ao do ano passado. Segundo os organizadores da feira, o setor é responsável por uma média de 30% dos negócios realizados pelos expositores durante o ano. A produção de 2 bilhões de peças em 2005 e o faturamento de R$ 5,6 bilhões confirmam a expansão de 32% nos negócios desde 2002. Segundo a coordenadora do Salão de Moda Masculina, Sônia Regina Hess de Souza, os homens se tornaram mais exigentes e buscam roupas mais elaboradas. Há 30 anos ela trabalha no segmento com a marca Dudalina, especializada em camisas. A expectativa da empresa é de fabricar 2,5 milhões de peças em 2007, superando a produção do ano passado, que alcançou 2,15 milhões. A novidade é a primeira loja da marca, inaugurada no Balneário Camboriú, em Santa Catarina. "Até 2010, pretendemos inaugurar mais 99 lojas." Já o proprietário da Artefios Tricot e Trama Três, Rogério Meirelles, além de vender a própria marca, terceiriza seus produtos para grandes empresas, como Zoomp, M.Officer e Iódice. "O objetivo é aumentar o volume de negócios em 12% neste ano", afirmou. ( VR )